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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pernas pra que te quero!


Então queridos, já que é pra finalizar a sessão Estados Unidos, a terceira e última história dessa semana é a do Guilherme Marchiori. Antes que vocês pensem alguma coisa, nada de cuidar das crianças alheias nem ganhar em dólar, isso não é para ele, o rapaz foi passear. Isso, aproveitaravidaboaemansa em terras americanas!!

Pra começar, a idéia de viajar surgiu na família do moço mesmo - a mãe dele já tinha estudado nos EUA quando era mais nova e acabou influenciando o filho a ir também – quem não quer uma influência dessas, hãm?

Depois de muito bem encaminhado, o Guilherme resolveu ir pra Madison, uma grande e importante cidade no estado de South Dakota (ou Dakota do Sul, aquele estado dos bustos dos presidentes americanos - George Washington, Thomas Jefferson, Roosevelt e Abraham Lincoln, aposto que você se lembra deles! Ou se não lembra, pode ver aqui) , porque a mãe dele já tinha contato por lá da época em que viajou e isso facilitaria um tanto as coisas. Como pretendido, preparar tudo foi bem rápido, 1 mês já foi suficiente e o nosso amigo aqui não teve que agüentar grandes frios na barriga! Não houve complicação nem nada, foi praticamente prepararapontareviajar!

A viagem durou três meses básicos de perambulice e o rapaz ressalta que, entre outras coisinhas, a família americana é bem distinta dos moldes que conhecemos, porém foi isso mesmo que fez esse tempão lá ficar interessante: todo dia era dia de aprender alguma coisa nova, conviver com as diferenças entre a cultura dele (brasileira) e a deles (americanos sulistas). O que foi maismaismais legal? Conviver com todas essas diferenças ué! E catar as coisas que eram parecidas aquieacolá!

Para os interessados de plantão em bater pernas por terras americanas (tanto para ficar na casa de conhecidos ou na de famílias que alugam quartos em suas casas), lembrem-se: sejam sempre solícitos! É isso mesmo, se dispor a ajudar, mesmo que ninguém venha te pedir cara a cara. Tem que encarar os desafios que aparecem (e vamos combinar, sempre tem algum) e estar bem humorado, sorrindo feliz da vida pra si mesmo também, porque, no fim das contas, é das coisas que saem errado que sempre sobram boas história e gargalhadas pra depois, né? Pra quem já ta na dança – leia-se, fora da sua casa, longe dos seus familiares, não custa nada brincar um pouco e cair no mundo, né não?

Bom, trocando em miúdos, viajar pra qualquer lugar fora do seu território é conhecer novas culturas e aprender a lidar com as idéias que surgem, sem se fechar às novas realidades e necessidades. É saber viver o que nos espera além das fronteiras. Encara? 

O Guilherme foi só trançar lá pelos EUA, mas se você não quer ficar por conta, acha que tem muitos outros planos em que você acaba na vida boa (morando com famíliacasacomidaeroupalavada e tudo mais o que você pediu a Deus) ou acha que trabalhar e ganhar em dólar não é a sua praia, muito menos cuidar de criança dos outros, dá uma olhadinha nesses planos aqui, aqui, aqui e ali - e como (bem) lembrado pelo Rafael (obrigada, por sinal), dá uma olhadinha no couchsurfing.com, ou seja, pessoas se dispõem a te receber na casa delas sem cobrar nada! O que pode ser uma solução pra quem não quer gastar muito e não tem muita frescura!

Então é isso pessoal!  Qualquer coisa, podem se jogar no email ou nos comentários, pra variar, que esclareceremos - ou tentaremos - todasequalquerdúvidas e dilemas que por ventura aparecerem. 

Até o próximo post - quando, por sinal, começaremos outra saga. Isso! Perambularemos lá para as bandas da europa, ou melhor, a bela e antiga Alemanha,  será onde aterrisaremos quando aparecermos aqui da próxima vez! Até!



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Criança dos outros... negócio nosso!


Quem já não passou por anos e anos de cursinho de inglês e acordou um dia com sensação de que essas aulinhas não supriam a sua necessidade em aprender o idioma?

A gente conhece alguém que acordou assim, com vontade de largar os ares de Belo Horizonte (uai) e ir de malas feitas pra outras terras. A nossa friend Bárbara, um dia, resolveu que, para dar um jeito no seu inglês, só indo para um país que falasse, claro, inglês – não precisamos repetir que as aulas aqui são nada comparadas a vivência junto aos nativos da língua né? Além, claro, de unir o útil ao agradável – quem não quer viajar, afinal?


Com seus 20 e poucos anos (detalhes dispensáveis esses), Bárbara Dutra, decidiu, em 2007, que estava na hora de sair de baixo das asas dos pais e ir trilhar o caminho dela em terras gringas. Tá, essa parte é fácil, mas e agora? Fazer as malas e comprar a passagem? Buscar um programa de trabalho? Atravessar a fronteira do México e pronto? Não caros leitores! A solução deste dilema foi o Au Pair! Esse é um tipo de programa (significa ao par, em francês!) que concilia trabalho e estudos no exterior e não é tãão conhecido, mas que, se tratando dos EUA, tem o melhor custo benefício – e isso pode interessar a muitas pessoas.

Pra explicar o programa, acho que ilustrar a história dela vai ser o melhor caminho. Foram 4 meses de preparativos: desde pensar no assunto até embarcar no aviãovendo os parentes se desesperando pelo vidro (essa parte do dar tchau pra quem você gosta é meio triste). Pouco
tempo pra quem teve que escolher uma família e ainda ficar um ano fora (tempo esse normal do programa, com embarque em qualquer época do ano, mas com duração fixa mínima de doze meses). Qual seria então, a rotina da nossa brava aventureira durante esses doze meses?



 Cuidar de duas crianças fofinhas americanas!

Sim, ela ficaria na casa de uma host family, sendo a babá dos anjinhos (teoricamente), enquanto os pais trabalhavam. Tarefa difícil ou fácil? Bom, depende... De acordo com ela, as coisas também dependem da sorte, mas ela acabou escolhendo e sendo escolhida por uma family super legal, com crianças realmente lindas... trabalhou quase todos os dias, mas acabou virando parte da família (tanto é que estendeu o programa para dois anos) - conheceu a Disney, várias cidades do país e tinha casacomidaeroupalavada! Além de trabalho (e diversão), ela também teve a oportunidade de estudar: a nanny ganha um custo fixo para gastar em algum curso de sua escolha, além de um salário semanal (média de 200 dólares, podendo variar) – plus direito a folga uma vez na semana e férias remuneradas! (Busque nos nossos Portões de Embarque e veja os detalhes que agora martelam na sua cabeça). Não é difícil notar que esse tipo de intercâmbio pode ser perfeito para quem pensa em viajar sem muitas restrições (parênteses aqui porque é exigida experiência com crianças e o limite de idade de 27/28 anos – a Bárbara já trabalhava numa escola e tinha acabado de se formar, então foi só esperar o ano letivo acabar e bye bye)

Para nossa friend, ainda, ser uma Au Pair foi mais do que treinar o inglês (que era o plano principal), foi aprender a se virar sem a família e sozinha, foi tomar decisões por ela mesma (o que pode ser muito difícil), e viver uma cultura totalmente diferente (detalhe importante: cada lugar é um lugar, a brasileira aqui não vai ser a mesma brasileira lá, ainda mais quando temos crianças envolvidas).

Perguntamos a ela: o que ficou? Todo o aprendizado, sem remorso. A saudade do Brasil (porque ela continua em the other side), mas já a saudade de lá também. Quem disse que ia ser fácil? Quase nunca é... mas valeu a pena!

Ah, um detalhe: não só os EUA estão à procura (permanente) da babá perfeita. Países como Espanha, Irlanda, Inglaterra e muitos outros mesmo são destinos inclusos, nos quais o que varia é, basicamente, o custo benefício, e claro, a experiência exigida.

E aí, gostou do Au Pair? Acha que seria uma babá perfeita? 

Dá uma olhada aqui, aqui, aqui... aaah, olha ali do lado,ou manda um email pra gente, faz um comentário, sei lá, que tentaremos te ajudar!

That’s All... Até o próximo post!