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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Turixtar duplamente no Uruguay? É pra já!

Pois então, pessoas, vamosvamos porque o tempo é curto e, apesar do país da vez ser um dos menores da América do Sul, ainda temos muita coisa para ver (e falar)! Se preparem que essa é mais uma historinha no pequeno notável país chamado Uruguay!

Primeiro de tudo, leia e inveje: a história de hoje é dupla! Não dupla como esta, mas simplesmente porque o sortudo Rafael Abreu andou lá por aquelas bandas, pura e simplesmente, duas vezes, e ainda pagando de turixta - sim, viajar com mãe, pai, irmã e tudomais, nada de mochilinhanascostasnãotônemaíei. Nessa brincadeira de perambular com papai e mamãe o menino conheceu nem mais e nem menos que quatro cidades, são elas: Montevideo, Maldonado, Punta del Este e Salto.




Começandodocomeço, vamos explicar: da primeira vez que o menino desembarcou por esse que é considerado um dos países economicamente mais desenvolvidos da América Latina (viu que tamanho não é documento?), ele estava com sua mãe e sua irmã, voltando de uns dias na Argentina (ui). O tour englobou todas as cidades citadas (Montevideo, Maldonado, Punta del Este e Salto) e não durou mais que 8 dias. Da segunda vez que a criatura sortuda de hoje caiu em terras uruguaias ele estava com seu pai e a viagem durou outros 5 dias, como percurso final de um cruzeiro (ui de novo) que ancorava por lá. Ele perambulou, dessa vez, por Montevideo e Punta del Este.

Deu pra sentir que se o menino não tivesse aproveitado essas viagens, ele não seria normal, não deu? Pois então, como o Rafael não é bobo nem nada, ele aproveitou, sim, e por isso vamos aos detalhes!

Vamos falar de planejamento? Peraí, que planejamento rapaz! Nossos aventureiros não gastaram muito do seu precioso tempo com o antes da viagem. Foi só olhar o calendário, fazer umas pesquisas na internet, reservar os hotéis e pronto, viagem mais que planejada! Viu, simples assim, invejou?

Bom, mas de verdadeverdadeira, o Rafael acabou confessando: apesar de duas viagens quase iguais, para ele, elas foram completamente diferentes! Isso porque quando embaixo da asa da mãe, o menino só tinha Argentina na cabeça, e foi com essa cabeça que ele passou pelo Uruguay (uma extensão da Argentina, oi?). Não condenem o coitado, meus queridos, mas o que você pensaria caso fosse para um país desse e só encontrasse Argentinos por lá? Isso mesmo, nada de povo uruguaio, sóepuramente Argentinos - vai dizer que você não ia pensar que nem ele?! Agora, quando a asa do pai entrou na jogada (ou não) é que ele percebeu que nãoeranadadissotá, e que o Uruguay tinha muita, mas muita coisa pra mostrar - e ele que não sabia nada daquele povo e lugar.


Como você não é o Abreu, e para você não ir achando que Uruguay e Argentina são tudo a mesma coisa, nós (perambuleiras e convidado de hoje) te damos todas as dicas agora, now, neste momento, e você não vai se sentir perdido e muito menos ter que voltar lá para entender o espírito da coisa uruguaia! Então, prestatenção que a coisa aqui é sinixtra, e quem perdeu, perdeu (brincadeira, acessa os arquivos que a gente vai a-do-rar).

Primeiro de tudo, se você vai para turixtar e quer gastar dinheiro, corra para Punta del Este, que é a cidade point do país (sim, o balneário mais famoso de lá). Badalação não é o que falta naquelas bandas, e se a "night" te agrada, corra: a uns dez minutos do centro da cidade tem "la barra", uma rua grandinha que concentra todo o rock (como dizem os capixabas), com barzinhos e boates de um lado e de outro, entre casarões e restaurantes. A parte chata disso tudo: lá é tudo muito caro e, apesar de belas praias, não chegam nem perto do que temos aqui no Brasil, sentiu, né?


Se você quer turixtar e até mesmo ficar de bobeira vendo só gente bonita, vá para Montevideo. A cidade, além de ser a maior e concentrar quase metade da população do país todo, é muito linda, organizada e segura (sim, considerada a cidade latino-americana com a maior qualidade de vida, além de estar entre as 30 cidades mais seguras do mundo). Para o nosso viajante de hoje, o povo de Montevideo, além de educado e supersuper simpático, é o povo mais bonito que ele já viu na América Latina (e olha que ele já viajou bastante por essas terras). Sabendo disso, não tem como não querer chegar lá correndo, ou querer ficar pra sempre! "Andar num lugar com gente bonita e educadas realmente é demais né? Tentação pra morar lá!" diz. Além disso, tem muita coisa pra fazer lá, nas palavras do próprio Rafael: recomendo você ter disposição de andar (apesar de táxi ser muito barato pra gente, até por questão de cotação de moedas), porque como a cidade é bem cuidada, é prazeroso ficar andando sem objetivo, rodando, caminhando por la rambla (uma avenida à beira mar, onde ficam embaixadas, sede do mercosul, etc.), que é muito legal. Seguindo por ela você vai até o Estádio Centenário (onde foi a primeira Copa do Mundo). É um passeio de uns 5km, mas que se estiver relaxado e sem pressa, você curte muito por causa da brisa do mar. Isso tudo sem esquecer a região do porto, do mercado central, as parrilladas (churrascadas) que são uma delícia, só para reiterar o que andaram dizendo por aí.

Mas aí você diz: não quero nada disso, quer ir para uma cidade pequena com cara de interior com povo muito receptivo, sem muita badalação mas legal pra conhecer a nativez, levando uma vida ligada ao couro, carne, mate e bois? Vá até Salto, que você acha tudo isso e sai sem reclamar!

Viu como o Uruguay mostra que tamanho, definitivamente, não é documento? Para encarar tudo isso tendo um tamanho desses, só com uma moral muito grande! Se no meio dessa semana você já ficou instigado a ir lá descobrir qual é o segredo para tanta coisa boa numa área tão pequena, não deixe de clicar aqui, aqui e aqui, além de dar uma pesquisadinha básica nos menus laterais, que tem muita coisa interessante!

Caso você ainda não esteja completamente convencido do poder do pequeno e notável Uruguay, aguenta aí que o próximo post ou te inspira de vez, ou te mostra que terras uruguais não são mesmo a sua praia, e partimos logo para outra!

Besos, hasta pronto, nos vemos, tchau!

sábado, 21 de novembro de 2009

Mochilar é bom e eu gosto!

A Europa pode, e tem, seu charme e elegância, mas resolvemos sair dessas bandas frias e voltar para a América Latina, visitando um dos menores países em extensão (segundo menor) da América do Sul, mas que tem uma riqueza cultural enorme! Já sabe qual? Ainda não? Ajudo mais um pouco... Foi lá que aconteceu a primeira edição da Copa do Mundo! Haaa, agora sim! Uruguai, lávamosnos! Quem resolveu perambular por essas bandas foi o futuro engenheiro Luiz Tauffer, que na minha humilde opinião, é um mochileiro de plantão.


Como as coisas começaram? Bom, pra entender isso temos que saber que no final de 2007 o Luiz teve a sorte de passar algumas semanas na Argentina com a namorada (você já ouviu falar sobre ela, lembra?!) e ao voltar pra casa ele não quis saber de outra coisa a não ser voltar para as terras portenhas, e quem sabe outros países mais! Bingo! O Uruguai entrou na lista, e depois de alguns meses planejando a viagem lá estava ele, em janeiro, visitando terras uruguaias. É importante ressaltar que nosso mochileiro estava fazendo essa viagem sozinho, alone, sin nadie. Corajoso, pode falar...

Para começar, durante sete dias ele visitou Colônia de Sacramento, Punta Del Este e a capital, Montevideo. Quem disse que não dá pra se organizar e conhecer muita coisa, hein?! Claro que dá! Quando ele pisou em terras desconhecidas, com gente falando outra língua e sem conhecer ninguém, o que ele fez? Entrou em desespero? Nããão... Além de ser uma pessoa calma, e ter na cabeça que ia aproveitar cada dia, o Luiz resolveu fazer aquela semana se tornar excelente! Se a primeira impressão é a que fica, os uruguaios fazem um ótimo trabalho, porque são a simpatia em pessoa! De acordo com o próprio Luiz é impossível você ficar perdido mais que 2 minutos, porque basta você abrir um mapa em qualquer parte da rua que vai aparecer alguém perguntando se você precisa de ajuda! Claro que é bom ficar esperto, mas a galera lá dá show de hospitalidade e educação! Já ficou com vontade de ir, fala sério!! Quer saber mais? Ta bom...

Punta Del Este deve ser visitada sim, mas não adianta ir com tanta sede ao pote! Lá é mais um lugar turístico do que outras coisas. As praias são bonitas, tem aquelas mãos enterradas na areia (mão do aofgado pra ser mais exata e que ele nem gostou tanto assim), mas o preço não é tão bonito de se ver assim. Com umas 4 horas você anda em grande parte da cidade, e ainda pode fazer um passeio legal pela Isla Gorriti (é a Ilha de Caras do Uruguai, e você paga em média 40 reais pra pegar o barco e passar o dia todo lá! Xique, hein) A capital Montevideo tem o famoso mercado do porto, que merece um almoço regado de muita carne, vários parques, o estádio de Futebol onde aconteceu a primeira Copa ( Estádio Centenário, que é super badalado até hoje). Andar pela cidade é altamente recomendado, porque só assim dá pra ir descobrindo vários lugares diferentes! Antes de ir embora, tem mais um lugar que deve estar destacado no seu mapinha! Colônia de Sacramento! É um dos lugares mais antigos do Uruguai e tem uma parte histórica muuito bacana, que merece muitas fotos! Além disso, a vila é super antiga, então tem ruas de paralelepípedo, e muitas praias (só pra destacar são praias de rio, mas não faça cara feia porque são ótimas também!). Comida? Chivito! Não esqueça esse nome na hora de fazer um lanche por aquele lado! Isso é nada mais nada menos do que um hambúrguer tradicional e muuito grande! Depois de andar bastante pra conhecer a cidade, alugar uma bicicleta (super comum nos albergues lá) pra andar na praia e ficar com bastante fome, nada melhor que um chivito.

Achou que o Uruguai nem tinha nada de muito interessante? Enganou-se caro leitor! Vale muito a pena se aventurar por aqueles lados e depois partir pra outros países (tudo na América Latina é mais ou menos perto, então se joga!). Quer saber mais sobre o Uruguai? Olha aqui, e aqui, e aqui... Dúvidas? Mande e-mail... Fica tímido não.. Até o próximo post, vendo mais coisas sobre o Uruguai! Não perde.

Hasta!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Torre torta, cidade cheia d'agua, terra do Papa... Tá afim?

Rarrá! Mais um diazinho na Itália, meus queridos, é isso e nada mais que vocês tem. Pois então aproveitem, porque você ainda pode descobrir que esse pequeno país, cheiodecoisaboaebonita diga-se de passagem, pode ser o seu destino ideal pra viver feliz para todo sempre - ou pelo menos por alguns meseszinhos mesmo! 

 

Preste atenção, muita atenção, na historinha da nossa amiga Bruna Barbielini, que não foi buscar antepassados e muito menos estudar lá praquelas bandas, ela foi, pura e simplesmente, passear, meus amigos! Passear e ver um braço da familia que mora por lá! Gostou? Mas peraí que o negócio é melhor mais pra frente!

A Bru, na época, mais exatamente 2007, tinha uma tia morando por lá (não só tia, mas primas, primos e priminhasetcetal), tá, isso é um bom começo, mas a melhor parte é que "inesperadamente" como diz a nossa amiga perambuleira de hoje, essa sua querida membra da família resolveu chamá-la para ir passar uns tempos na Itália, mais especificamente em Bologna (ou Bolonha, para bons brasileiros), visitar seus entes queridos, junto com um ooutro primo que morava (e mora!) no Brasil.



Pois bem, convite feito, convite aceito, certo? Certo! Como a Bruna não é menina de esperar, ligou logo para uma agência de viagens (você pode olhar várias ali do ladinho viuviuviu), olhou a melhor data para ir, partir e pisar nas terras da torre de pisa, e tratou de marcar a viagem. Poucos dois meses de expectativa até chegarem as férias de julho e pronto, simples assim, uma viagem de 30 dias.


Você não vá pensando que só porque ia visitar os parentes a nossa coleguinha apressada aqui deixou de conhecer outros cantos da encantadora terra da massa. Foram tantos lugares que ela não saberia nem qual recomendar! Pisa, Florença, Lido de Pomposa, Roma, Veneza, Ferrara, Milão, Pianoro, Pádua... todas essas cidades receberam a sola do sapato da Bru e, segundo a mesma, todas são maravilhosamente maravilhosas para merecerem o seu interesse! Os lugares são lindos e, se você quer se sentir de volta ao passado, lá é o lugar certo, se você quer turistar, lá é o lugar certo, se você quer fazer compras, lá é o lugar certo! Deu pra entender, raciocinouaparadameufilho?


Castelos, igrejas, catedrais, monumentos, lojas chiques, pizzarias maravilhosas, sorveterias perfeitas, vinhos deliciosos, clima gostoso (a Bru desembarcou lá no verão), museu que não acaba mais... tudo isso ce vai achar lá! Gostou, né? A nossa amiguinha não esquece, e se perde em tanta coisa boa. Mas, para você não acabar tão perdido, lembremos que, a andarilha de hoje recomenda: o importante é conhecer os museus, igrejas, o coliseu, vaticano, fontana de trevi, uma praça muito linda em Roma... Em Florença há telas de Leonardo Da Vinci! Ah, vale muito a pena conhecer, Pisa é linda, Veneza também, Milão, aaah!


Tá bom, tá bom, já sabemos que você já ouviu isso aqui pelo menos duas vezes, mas como nunca, nunquinha na vida é demais reforçar as peculiaridades de um povo, a Bruna é mais uma que declara: os italianos são muito simpáticos e nada de grossos como a gente pensa! Adoram te ajudar e te tratar bem que só vendo! Então, meus queridos, podem tratar de ir perambular por aqueles lados que ninguém vai te ignorar ou te deixar no vácuo, como dizem por aí. Faz suas malinhas e se joga meu filho, porque se tá na chuva, vai se molhar, nénão?


Agora, só para te instigar, dá uma olhadinha por aqui, veja se isso aqui ou aculá te agrada porque, vai saber, né, amor a primeira vista acontece sem avisar e como é que vamos adivinhar se você acaba de ser fisgado por esse país comprido e que parece uma bota de cano longo?! Fala sério, tá esperando o que? Se declare, conta umdoistrêsejá, tiau pai, tiau mãe, tiau família, estou indo pra Itália! Se essa ideia meio revolts não é a sua cara, não tem problema, pode fazer uma coisinha mais organizadinha e tal, como aqui, e aqui etc etc


Ou então, sabe o que mais? Espera um pouquinho, daqui a pouco a gente chega no próximo país e, quem sabe, aí sim, você não cria coragem de se jogar completamente caminhandocontraoventosemlençoesemdocumento? Só pra ter uma dica, nos despedimos com um byebye bem europeu, porque nós somos muitos chiques.
 

Então, bye bye, e nos vemos na próxima parada!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Matando dois (vários) coelhos de um grito só: Cóórdoba!

Hola personas! Como as senhoritas e os senhoritos bem sabem, estamos beem no meio da semana dedicada à terra dos pampas, do mate e dos alfajores - não confunda com outro país, por favor, aqui falamos do país dos hermanitos argentinos! :D

Então, saindo do lerolero e indo ao que interessa, vou dizer qualédiqualé a de hoje: a história da vez é a do Guilherme Debone (por favor não confunda com aquele que foi para os EUA - esse aqui também foi, mas isso fica pra depois, calmalá), e ela é bem interessante, prestatenção. No início do ano ele foi passar oito dias em Córdoba, só perambular mesmo, passearaproveitarlek, haha! Mascomofoiissodeondeletirouessaideia? Aqui que tá, primeira coisa de tudo que você precisa saber: no final do ano passado, ele fez work pros EUA (que vocês bem conhecem, já falamos aqui ó), e, como não podia deixar de ser, conheceu muchos hermanos por lá, que estavam na mesma situação que ele - e como uma coisa leva a outra, nofimdascontas, ficaram amigos. Pois então, acho que posso continuar, vumbora.



Aqui vai. Um belo dia, o menino descobre que sua mãe tinha passagem de ida e volta praqualquerlugar da América Latina - e depois dizem que as mães não são santas, hoho - e que, se alguém não fizesse alguma coisa (e bem rápido), não adiantava nem chorar o leite derrado, era tiau passagens! Pronto, tinha chegado a desculpa que faltava pra ir caçar esses amigos que ele tinha feito em terras gringas - a escolha não foi imediata, já que outro amigo do Guilherme morava no nordeste do Brasil, mas a decisão de viajar, rá! Tenhocasacomida(dos amigos)passagempaga e um feriado na minha frente (louvemos a mania brasileira de feriados), que mais que falta, meu Deus? Acho que foi essa a pergunta que passou pelas caraminholas do nosso amigo, que nem esperou que respondesse a ele mesmo e foi juntar as trouxas pra partir rumo ao seu encontro com seus novos velhos amigos.

Bom, okay, agora você já sabe o que enfiou essa idéia na cabeça dele até ele ir. Comé que foi quando ele chegou lá?

Como já dissemos - e esperamos que você se lembre porfavor, ele tinha amigos lá naqueles lados, logo, tinha lugar pra ficar e toda assistência do mundo - aqui falamos de turistica, linguistica sejaláqualfor, porque amigo é pra essas coisas, nénão? Isso quer dizer que seria difícil que alguma coisa fosse ruim nessa viagem, algo que não fosse a despedida, pelo menos. De qualquer forma, ele teve oportunidade não só de "turistar", ou rever amigos: arranhar um espanhol (ou quem sabe se virar no inglês), e ter contato com uma cultura diferente (mesmo que por pouco tempo, digamos) foram (e são) tão válidos quanto, aliás, validíssimos - cultura essa que, apesar de estranha em alguns aspectos, era mais normal para ele que já tinha convivido alguns meses com argentinos, mesmo que não fosse na argentina.


Mas vamosfalar, quando se está em um país que não é o seu, tupiniquim, não importa o quanto ache seu povo normal ou o conheça, sempre vai haver o que descobrir de diferente, sempre vai haver algo que te impressione ou te faça pensar "no Brasil não tem isso", ou, "que diferente, meuDeus", e com o Guilherme não foi tão diferente assim. Segundo ele, Córdoba é bastante acolhedora, e as pessoas de lá então, nossasinhora, são extremamente receptivas e dispostas a te dar atenção! - aqui ele argumenta dizendo que, apesar de ser a segunda principal cidade do país, cordoba não é como as outras cidades grandes: nada de prédios muito altos, e, por favor, muita história (história mesmo) sustentam essas paredes que nos rodeiam, falou? (repare nisso nas fotos!)

Se você não é daqueles sentimentais, românticos, que acham que viagem boa se resume a conhecer gente boa, muitas coisas que não materiais, essa história de ares leves, pessoas carismáticasetudomais, a cidade da qual falamos tem, também, altas chances de te conquistar de vez com seu charme gastronômico, universitário, artísticocultural (aqui materialmente falando), edetodootipo - é bom aqui deixar claro quenemáguacristalina que não estamos tirando a importância das pessoas e tudo mais, isso é imprecindível, né? mas se você não se contenta SÓ com isso meu amigo... vamos voltar a Córdoba! Lá você, com certeza, vai encontrar o que te agrade, bem, o Guilherme encontrou várias e lembra: a cidade é cheia de pontos turísticos pra quem quer perambular, a arquitetura da cidade é fantástica (a cidade tem a Universidade mais antiga do país, a UNC e sabia que a casa do Che Guevara é lá?), a cidade é serrana, segundo ele, suas serras são incríveis, como Los Gigantes (saiba o que é aqui), e pra quem quer provar, degustar e dar um passeio pelos comesebebes, ele recomenda: tomar um mate argentino, comer galletitas, um assado de carneiro... tomar fernet com coca, alfajores, bombas de chocolate são coisas imprecindíveis - os fãs de chocolate fiquem sabendo que a santa fabrica da santa Arcor fica por lá.

Por último, o nosso viajante dá a deixa: arrume, pelo menos uma vez na vida, uma paixão argentina.

Entãão, eaí, colédicolé, tá afim? Vai juntar as malinhas o mais rápido possível e correr pra seguir o exemplo, e essas preciosas dicas, do nosso amigo Guilherme? Acha que você nasceu pra Córdoba e Córdoba só existe pra você? Relaxa porque, hoje, viajar pra América Latina é muito mais fácil do que você pode pensar rapaz, só dar uma pesquisada, uma olhada aqui, ali e aculá, que você perambula em terras porteñas com facilidade (e mesmo assim, essas não são as únicas opções, são muitas, incluindo e de se aventurarporaí, só sejogartaligado. Ah, outra dica: se você estuda em alguma Universidade Federal, procure sobre as universidades estrangeiras que a sua tenha convênio, quem sabe você não faz um período em córdoba, buenos aires...)! Mas fechando o assunto, rolou mesmo um sentimento? Se ainda não é a sua vez, não se desespere, ainda vem muita, mas muita coisa aí pela frente - e um dia, você encontrará seu destino alma gêmea, e serão felizes para sempre!

É isso, tiau e até o próximo (e último) post com los hermanos!

domingo, 18 de outubro de 2009

Indo pra outros ares que são muito "buenos"


Agora mudando de ares, bora conhecer outro lugar? Bola da vez? Argentina! Ahh empolgou né? Nossa amigamaisqueamigadocoração (ela também é integrante do blog e merece todaconsideração, pois além de ser uma fofa, é a mais animada de nós 3) também se empolgou e se jogou nessa viagem. Marcela Camporez, seja bem vinda a nossa semana Argentina!


Então foi assim, ela já falava espanhol (não é só enrolar a língua não viu meu bem??) a 5 anos e queria uma oportunidade pra estudar e fazer turismo ao mesmo tempo. Ela escolheu Buenos Aires, pois sempre quis viajar pela América Latina, e levou coisa de um ano pra se organizar mesmo (desde o aonde vou estudar até as passagens em mãos). Isso foi no começo de 2008, e aí foi chegando abril, maio, nossa amiguinha (eufemismo gente, pois apesar de pequenina nossa amiga é uma graça de pessoa) resolveu ir de vez e no meio do ano comprou as passagens. A ansiedade, segunda ela mesmo nos disse, durou um ano, mas quanto mais ela pesquisava, lia e sabia a respeito da cidade, mais empolgada ela ficava. Assim, feito você agora.


A viagem mesmo durou 2 meses e 10 dias (ela gosta de contar até os minutinhos) e chegando lá, a primeira coisa que pensou foi: “Meu Deus! Que que eu to fazendo sozinha num país desconhecido?” (Tá, pensamento que não durou nem um dia mas...) No fim, Marcelinha achou a galera mais do que simpática (e aqui, mais uma vez, entra aquilo né caro leitor, tem que respeitar a cultura alheia sim! Se o povo não sorriu pra você na primeira vez, investe que uma hora ele vai ser simpático). Ela ficou na casa da prima de uma amiga (amiga essa que estuda com ela aqui no Brasil, e que tem a família mais linda da argentina). Com isso, ela economizou na estadia, e ainda conheceu muita gente que fez a viagem ímpar.


Aham, agora a gente já te contou que nossa colega fez pra ir, então vamos te dizer agora o que tem pra fazer lá. Nossa turista da vez recomenda andar muito, pois Buenos Aires tem parques, cinemas, teatros e muita coisa cultural pra fazer (aqui entram sebos, bibliotecas...) - dá uma olhadinha aqui -. As ruas são enormes (aqui há uma enorme coincidência com a Europa, aqueeela que você conhece dos filmes) e parar num café (ou outro) pra ler alguma coisa, olhar os transeuntes ou até mesmo pensar na vida é uma ótima pedida. Ah sim, mas o que você mais gosta é sair a noite né? Calma calma calma, não vai embora não! Tem programa pra você também! Os argentinos tem muito fôlego pra sair e eles saem tododiaetodanoite. E aí, dá pra você? A cidade oferece programas 24 horas e transporte não vai te faltar (p.s aqui que os ônibus são pagos apenas com moedinhas viu? Nada de dar uma de turista desavisado e sacar aquele notão pra trocar no ônibus, tem que ter separadinho já o dinheiro), só cuidado com o metrô lotado e sua bolsa (quem avisa amiga é!). Como toda cidade grande, tem que ser safo e tomar cuidado com os perigos normais de uma cidade grande, mas não precisa ficar sem sair por conta disso.

Quer mais dica? Nada de abrir a boca pra falar mal do futebol heim? Não é difícil encontrar uma turma mais fanática lá e você acaba sofrendo algum tipo de preconceito por conta disso. Assim ó, é super válido você pegarsuamalinhagora e partir pra Argentina. Lá é tudo diferente, clima, relevo, pessoas e tem muita coisa boa pra fazer, ver, ouvir e conhecer. Vale citar o que nossa mestre de cerimônias nos confidenciou... sorvete de doce de leite (dulce de leche para ir treinando), empanadas e facturas você não pode perder. Anotou? Os bares não fecham minha gente, não vai te falir sair de segundaasegunda e as pessoas são super simpáticas (ignorem os brasileiros que falam mal dos argentinos ok?). Convencemos você?


Na escola que Marcela estudou tinha gente do mundo todo e estudar, mais do que treinar a língua em si, foi uma maneira de interagir e conhecer gente do mundo todo. (espia só) Isso fora os programas marcados pra fora da sala né? Churrascos, passeios, e mais. Disse que é brasileiro? Noooossa, eles tem reações das mais diversas quando você revela a sua identidade (nisso vale a boa vontade de aceitar os comentários heim, nada de sair querendo dar uns tabefes no cidadão que acha que moramos numa comunidade de macacos que andam de carro). Geralmente, o povo adora o Brasil e fica muito empolgado pra puxar papo e planejar coisas pra fazer incluindo você (p.s aqui se você é mulher..... vai fazer sucesso amiga).

Quer mais dicas? Dá uma passada aqui, aqui e aqui.


Então te vejo lá! Depois você manda um email contando o que você fez? Ou senão volta e deixa um comentário dizendo se você foi...


Muchas Gracias y Hasta Luego!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Cerveja, salsichão e... Escola?!


Olá pessoas! Ou seria melhor dizermos Hallo!?

Continuando nossa pequena saga pela pequena e bela Alemanha (aqui levamos em consideração que tamanho não é documento e que falamos de tamanho geograficamentefalando, obviamente, haha), hoje contaremos a historinha do Marcos Daniel de Almeida, um rapaz pacato que resolveu que queria porque queria conhecer a terra da cerveja e do salsichão!


Pra começar, é bom saber que essa história é uma história um pouco diferente das outras histórias que vimos aqui. Mas então vumbora!

Para entender tudo, você tem que saber, primeiramente, que o Daniel  sempre teve família praqueles lados além mar, entende-se como família primo, prima, tio, tia, cachorroperiquitoepapagaio, enfim! Isso tudo aí já servia bastante de influência para brotarem infinitas intenções dentro de sua cachola, né não? "Segundamente", você precisa saber que esses parentes vem para o Brasil com certa frequência - e foi, voilà, nessas indas e vindas que o nosso querido Marcos Daniel se apaixonou (em 2005, mais especificamente),  ou melhor, quando, segundo ele, começou a ter vontade de conhecer a Alemanha e o alemão que seus primos tanto falavam!


Assim, logo que seus parentes embarcaram de volta, ele resolveu entrar num curso de alemão (o que não é facil de encontrar em Vitória, logo, olhe aqui) e, dois anos depois, mais ou menos, ele juntou a fome com a vontade de comer, e a ida para a Alemanha saiu da cabeça para se tornar uma coisa prática - aqui quero dizer que foi em 2007 que ele começou mesmo a correr atrás das coisas para a viagem, logo, foi um aninho de preparação para a mesma (entre correr atrás de visto, passagens, escola que ia estudar e curso que ia fazer, enfim, essas coisinhas básicas).


Então, depois de longos doze meses de muita espectativa, planejamento, compras (roupas e tudo mais), troca de emails, telefonemas e cartas com escolas de alemão para estrangeiros, o Daniel fez suas pequenas malas e partiu para uma cidade nos arredores de Frankfurt (Frankfurt am Main, em alemão),  que por sinal é uma das principais cidades do país e que fica a aproximadamente 400km de Munique e 600km da capital, Berlim (foi também a cidade onde ele estudou), para ficar por lá dois meses contados.

Ele ficou na casa dos tios, e isso deu a ele, além de todo o suporte que isso lhe oferecia, a oportunidade de economizar um bom dinheiro! Com isso, ele ficou livre de preços e tarifas de agência, além de poder pensar em outras cositas para gastar... ô beleza, hein?

Mas peralá, vocês pensam que é só brincadeira é? Perguntamos ao nosso amigo qual foi a primeira impressão quando pisou em terras alemãs e eis a resposta: Putz! Estou a 10.000km de casa! E como é difícil falar essa língua! Claro que, como ele ficou com sua própria familia, ele teve total apoio e suporte (ou pelo menos mais que alguém peladopeladonucomamãonobolso teria), com o idioma e tudo mais, mas, de qualquer forma, ele recomenda não ter medo de falar e errar, e falar de novo, até alguém entender!


Para o Daniel, ainda, quem vai a Alemanha não pode se deixar assustar pela "friezateesnobonãotonemaíprocê" dos europeus: os alemães são receptivos, adoram o Brasil e quando eles realmente te conhecem, você acaba de fazer um amigo para toda vida! (isso já foi dito e re-dito aqui, então, pode acreditar!). Não perca a chance de fazer amigos, conhecer pessoas, porque elas são a maior chave para você conhecer a cultura do país. Aproveite que o país e seus moradores dão muito valor a culturaemtodososaspectos, e caia de boca - talvez, literalmente! Não deixe de visitar as cidades e os lugares que tem tanta historia pra contar (lembremos que estamos aqui num país do velho mundo galheura), tanta cultura local pra ser descoberta - e isso inclui, com certeza, a cerveja e culinária local e os mercados da cidade! (o melhor de tudo ainda é que são muito perto uma da outra!)

Ah! E se você ainda não está convencido de que a Alemanha pode ser o seu destino ideal, outra coisa que o nosso amigo não deixa de esquecer: para quem gosta de velocidade, andar a mais de 220km por hora numa Autobahn pode ser mais um motivo para perambular por aquelas bandas!

Se depois dessa semana toda de Alemanha aqui no Perambulanndo você não tá empolgado como o Marcos Daniel, desista, ainda não chegamos no país ideal pra você (calmaláquedaquiapoucotamochegaando!). Maaaas se, ao contrário, você está saltitandoquenempipoca de empolgação e com mil ideias na cabeça de comofazerprairpralápelamordeDeus, calma, o Daniel foi por conta própria tioetiacasafamíliaepã, mas há milhoesdeoutrasboasmaneiras de você aterrisar em terras alemãs. Dá uma olhadinha aqui e aqui, e aqui (também vale se aventurar nos portões de embarque, cias aéreas e tudomaisalidolado) e veja qual o melhor pra você!

Bom, é isso gente. Até o próximo post - e avisando aos desinformados que, a não ser que precisemos voltar no assunto, já teremos mudado de continente e descido em terras lationamericanas, che!
Argentina! Deu pra sacar? Então hasta la vista! - e, como sempre, esperamos quaisquer duvidas previas seja por email, comentário, qualquer forma de comunicação que funcione!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Estudar, estudar, viajar, viajar...

A história da vez é da Carolina Rohr. Lembram, aquela amiga que influenciou a Ellen, do último post? Pois então, essa mesma! Vamos lá? Bora continuar a semana da Alemanha! 

Primeiro se joga no porque pra gente poder explicar o como. Carol é estudante de engenharia química em São Carlos (conheça a faculdade aqui) e nessa área de exatas, existem muitas empresas em São Paulo, adivinha falando qual idioma?? Alemão, sim! Aí ela resolveu aprender a língua, pra poder contar uns pontos (muitos diga-se de passagem) extras no currículo. Tá, agora que você já sabe como isso tudo começou, se liga na história.

Nossa amiga levou 1 ano planejando tudo. Segundo a própria, o ano mais estressante de sua vida, mas o que mais valeu a pena também. Na primeira vez que essa moça pôs os pezinhos na Europa, já ficou 4 meses, por isso todo o tempo de preparo antes. Precisa de visto quando se fica mais de 3 meses nos países de lá viu? Quem aí gostou da dica, pode correr logo atrás disso e buscar mais informações aqui.

Carolina foi pra Munique em 2007, em busca de um curso de idiomas (ela estudou aqui), depois, em meados de 2008, ela voltou (porque bôbacoisanenhuma, ela arrumou um namorado lá!), e visitou ainda Darmstadt  e agora, durante todo o ano de 2009, ela está numa cidade que se chama Karlsruhe, estagiaandoo na área dela! É gente, querendo e se esforçando, todo mundo poderia estar em seu lugar. Mas vale lembrar que, sem estudar muuuito o idioma pretendido (e cápranós alemão não é moleza não) dificilmente você conseguirá um estágio lá, pois o nível exigido é de avançado pra cima. Bora estudar!



Quando essa menininha chegou lá a primeira vez, era inverno, então seu primeiro pensamento foi: “Meu deus vou morrer congelada aqui e os meus pais não vão achar o corpo”.... hahahaha Engraçadinha ela né? Mas ninguém morreu e diria até mais, pra quem se amarra num friozinho, vale muito a pena procurar visitar tal país no inverno, pois diferentemente do Brasil (que faz calor o ano todo), lá neva e fica super bonito quando muda de estação. Voltar pra cá ela ainda não voltou, mas até agora tem achado o povo muito organizado, politicamente engajado e culto. Quer mais? Eles são difíceis para fazer amizade, mas uma vez conquistada alguma, tenha certeza que é pra sempre. Acredita que a Carol recebe postais dos amigos que fez em 2007 até hoje? Tá animando?? É pra isso mesmo que a gente relata aqui as experiências alheias gente, pra vocês se imaginarem no lugar dessas pessoas e correrem atrás das suas próprias.

Bom, mas tudo tem seu lado negativo também (eu sei, tava parecendo sonho até agora né?), e ela avisa aos navegantes de primeira viagem: Não está com pressa, tácomavidaquepediuadeus? Então não fique do lado esquerdo da escada rolante! Gente, né pra rir não. Quem ta com pressa passa por cima de você se for o caso. Ah sim, marcou alguma coisa? Então cumpra! Os alemães levam as coisas “ao pé da letra” e você pode ser mal interpretado se resolver, em cima da hora, não cumprir o que disse. E só mais uma coisinha, você precisa estar aberto a pessoas rabugentas. Sim, eu sei que é chato, mas não é todo mundo assim lá, mas sabe como é né? Vale a máxima de respeitar a cultura alheia.... Quer mais dicas? Tome uma Weissbier (famosa cerveja de trigo de lá) e viaje muito com a Bahn (esta empresa aqui ), pois pode-se ir a todo lugar com transporte público e mais, é seguro e barato!

Ó gente, o recado ta dado! Pros que ainda não se convenceram de que a Europa é o seu destino certo, Carolzinha dá mais um conselho (último viu?): Não fique só no país em que você está! Os países europeus são muito próximos uns dos outros e vale a pena conhecer outros lugares. Só tome cuidado, porque nem todo mundo fala inglês, logo garanta seu guia turístico ou qualquercoisaqueteajudenacomunicação e aproveite! 

Agora ta convencido? Sabia! Se você quiser conhecer mais aí do seu PC mesmo, veja aqui e aqui. Se tiver com dúvida, mande-nos um email!


Até o próximo!

sábado, 10 de outubro de 2009

Alemanha, aqui vamos nós!


Como já dito no último post (sim, somos apressadas), todo mundo já sabe pra onde o vento nos soprou dessa vez: Alemanha! Vivendo perigosamente, a gente resolveu trocar de continente e explorar novas terras, mas como o território reúne uma série de países interessantes, escolhemos um desses pedaços de terra pra falar mais profundamente. (lávamosnós!)

No caso de hoje, a nossa querida amiga Ellen Carvalho, (eufemismo de querida e amiga porque ela é integrante ativa do blog, então merece destaque) resolveu rumar para terras gringas a procura de novas experiências! Dessa vez o começo da história é diferente, porque ela não acordou um belo dia e pensou “caramba, preciso ir pra Alemanha agora”. Havia uma amiga por trás destes planos mirabolantes, que contando sobre sua própria vida lá, e como era fácil fazer cursos e passar um período de tempo tranqüilo, plantou a sementinha do mal (nesse caso super do bem), e fez a cabeça de Ellen juntar as peças que faltavam do quebra-cabeça: “Se é fácil e simples ir pra Alemanha, estudar, passear, e praticar o idioma, oquequeeutofazendoaquiainda?” Pronto! A saga atrás das agências tinha começado.
 
Já que paciência é uma virtude, o tempo entre bolar o plano e esperar o avião (e nisso, perder o vôo certo, pegar outro, esperar no aeroporto com mãe, pai, irmão, amigas, piriquito e papagaio durante horas e etc), foi de um ano! Tempo grande, mas também proveitoso! Planejar a viagem e sonhar com cada detalhe é quase tão bom quanto estar lá (exagerei, confesso. Mas é bem divertido!). Chegando ao país dos sonhos (mais exatamente na cidade de Munique), depois de um ano treinando a língua (quase nada pra um idioma em que se parece impossível entender alguma coisa), e qual a primeira impressão de nossa aventureira? Que os europeus são mesmo frios. Não é lenda não... A galera quer mais é cuidar da sua própria vida, e não fica sorrindo no meio da rua pra dar bom dia. Na primeira semana isso parece absurdo, mas depois a gente tem que se lembrar do lema de um bom viajante “respeitar as diferenças alheias”, e se o povo de lá não é tão prafrente que nem nós, brasileiroscalientes, só nos resta respeitar, porque, apesar de tudo, eles são (por dentro) uma finura só – entenda-se, bem prestativos!

A opção escolhida para passar bem o tempo como alemã? Casa de família! É um jeito super comum, onde você fica totalmente dentro da cultura, tendo seu espaço reservado. As famílias que participam destes programas passam por uma série de avaliações, então podemos ir mais crentes! A opção foi feita pensando na melhor maneira de trinar o idioma (ninguém lá sabe ou vai querer saber falar português, então você tem que se esforçar pra entender tudinho!). A questão financeira varia muito, e vale pesquisar um pouco (o custo de tudo é em euro, então é melhor pegar a calculadora e fazer as contas!) Além desse jeito, o intercambista pode escolher ficar em albergue, ou se jogar e ir aoinfinitoealém! Mas o que fazer com a família postiça? Ser o mais agradável possível, respeitando o limite deles. O que não fazer? Se atrasar. Parece que não é só a Inglaterra que respeita os horários, então, melhor não testar a paciência dos novos membros familiares – nem da escola, ônibus, metrô...




Rua suja? Nem pensar! Lá não! Transporte? Vixe, muitas opções, e vale a pena sair pra conhecê-los (turismo de metrô, ônibus, bondinho e qualquer outra coisa que ande é uma boa.. Dá pra passar horas). Atravessar a rua no sinal verde para automóveis? Quer morrer? Ou prefere pagar uma multa considerável – além do mico de ser a única a fazê-lo? Não pode não. Tem que respeitar tudinho e isso inclui as faixas de pedestre e pagar a passagem nos coletivos - sempre.

Acabou que o um mês lá passou rápido demais. A escola de idiomas, os amigos que foram feitos, as comidas, as cervejas (que não foram poucas, diga-se de passagem), tudo valeu a pena. Parece coisa de cinema. Cinema? Que nada. Ta tudo logo ali depois do oceano. Tem castelo, mais castelo, parque... Começa olhando aqui (e aqui) e anima pra ir ver ao vivo.

Dúvidas? Mande um e-mail pra a gente! E vale a pena dar uma olhada nos liks aqui do ladinho..>
Podem ajudar!

=D

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pernas pra que te quero!


Então queridos, já que é pra finalizar a sessão Estados Unidos, a terceira e última história dessa semana é a do Guilherme Marchiori. Antes que vocês pensem alguma coisa, nada de cuidar das crianças alheias nem ganhar em dólar, isso não é para ele, o rapaz foi passear. Isso, aproveitaravidaboaemansa em terras americanas!!

Pra começar, a idéia de viajar surgiu na família do moço mesmo - a mãe dele já tinha estudado nos EUA quando era mais nova e acabou influenciando o filho a ir também – quem não quer uma influência dessas, hãm?

Depois de muito bem encaminhado, o Guilherme resolveu ir pra Madison, uma grande e importante cidade no estado de South Dakota (ou Dakota do Sul, aquele estado dos bustos dos presidentes americanos - George Washington, Thomas Jefferson, Roosevelt e Abraham Lincoln, aposto que você se lembra deles! Ou se não lembra, pode ver aqui) , porque a mãe dele já tinha contato por lá da época em que viajou e isso facilitaria um tanto as coisas. Como pretendido, preparar tudo foi bem rápido, 1 mês já foi suficiente e o nosso amigo aqui não teve que agüentar grandes frios na barriga! Não houve complicação nem nada, foi praticamente prepararapontareviajar!

A viagem durou três meses básicos de perambulice e o rapaz ressalta que, entre outras coisinhas, a família americana é bem distinta dos moldes que conhecemos, porém foi isso mesmo que fez esse tempão lá ficar interessante: todo dia era dia de aprender alguma coisa nova, conviver com as diferenças entre a cultura dele (brasileira) e a deles (americanos sulistas). O que foi maismaismais legal? Conviver com todas essas diferenças ué! E catar as coisas que eram parecidas aquieacolá!

Para os interessados de plantão em bater pernas por terras americanas (tanto para ficar na casa de conhecidos ou na de famílias que alugam quartos em suas casas), lembrem-se: sejam sempre solícitos! É isso mesmo, se dispor a ajudar, mesmo que ninguém venha te pedir cara a cara. Tem que encarar os desafios que aparecem (e vamos combinar, sempre tem algum) e estar bem humorado, sorrindo feliz da vida pra si mesmo também, porque, no fim das contas, é das coisas que saem errado que sempre sobram boas história e gargalhadas pra depois, né? Pra quem já ta na dança – leia-se, fora da sua casa, longe dos seus familiares, não custa nada brincar um pouco e cair no mundo, né não?

Bom, trocando em miúdos, viajar pra qualquer lugar fora do seu território é conhecer novas culturas e aprender a lidar com as idéias que surgem, sem se fechar às novas realidades e necessidades. É saber viver o que nos espera além das fronteiras. Encara? 

O Guilherme foi só trançar lá pelos EUA, mas se você não quer ficar por conta, acha que tem muitos outros planos em que você acaba na vida boa (morando com famíliacasacomidaeroupalavada e tudo mais o que você pediu a Deus) ou acha que trabalhar e ganhar em dólar não é a sua praia, muito menos cuidar de criança dos outros, dá uma olhadinha nesses planos aqui, aqui, aqui e ali - e como (bem) lembrado pelo Rafael (obrigada, por sinal), dá uma olhadinha no couchsurfing.com, ou seja, pessoas se dispõem a te receber na casa delas sem cobrar nada! O que pode ser uma solução pra quem não quer gastar muito e não tem muita frescura!

Então é isso pessoal!  Qualquer coisa, podem se jogar no email ou nos comentários, pra variar, que esclareceremos - ou tentaremos - todasequalquerdúvidas e dilemas que por ventura aparecerem. 

Até o próximo post - quando, por sinal, começaremos outra saga. Isso! Perambularemos lá para as bandas da europa, ou melhor, a bela e antiga Alemanha,  será onde aterrisaremos quando aparecermos aqui da próxima vez! Até!



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O começo da (nossa) viagem.




Sabe quando você sabe que falta alguma coisa, mas não sabe o que? Como quando você come algo e aquilo não te satisfaz, fica faltando uma coisa que você não sabe como preencher? Uma sensação de que ainda não inventaram o que você quer, porque até você não identificou o que é essa necessidade?! Ou melhor, quando você quer algo, e não sabe por onde começar - até porque não sabe onde é o começo e onde é o fim dessa coisa? Pois é, é assim que começa a nossa história – e consequentemente, a história desse blog!

Um dia foi proposto que criássemos um blog (isso significa escrever sobre um assunto, ou vários, todosantodia e em grupo, estamos certas?), e foi aí que entrou o desespero. O que, afinal, faria com que a gente criasse isso aqui, e viesse todo dia falar alguma coisa? Mais, o que faria você vir aqui todo dia pra ver o que a gente tinha escrito? Detalhe para o fato de que nenhuma de nós havia, alguma vez na vida, se aventurado por essas bandas de cá (que é parar de ler um blog legal, e criar um blog que seja legal), e isso, confessamos, assustougeral.

Depois de matutarmos muito, chegamos ao faltava. Pra quem ama viajar, que tal falar de viagem? Meio caminho andado! Aí resolvemos que queríamos uma coisa diferente (tá legal, e quem não quer isso?), nada de guia de hospedagem ou agência de turismo, mas algo que juntasse experiências alheias e nossas, com mais naturalidade, liberdade pra falar, rir, lembrar, e que não é fácil encontrar por aí, sabe?

Pra isso, vamos tentar trazer pessoas diferentes, que saíram do Brasil por alternativas distintas e, consequentemente, nos ilustrarão cada experiência de uma maneira única.

Já ouviu falar de Au Pair? Work Experience USA? Study&Work?

Pois é, por isso toda semana aqui vai ser dedicada a um país diferente e suas várias possibilidades!

Começaremos por um que todo mundo, pelo menos, conhece alguém que já foi: sim, meu caro, os Estados Unidos da América, USA! Combinado? Alguma coisa contra?

Ok, nos vemos no próximo post!


Ellen Carvalho, Marcela Camporez e Verônica Machado.